[hoje veio a vontade de olhar para ti outra vez...]
28/04/2010
14/04/2010
25/02/2010
05/02/2010
20/01/2010
às vezes quando estou absorvida pelas telas, ali ando, a pintar uma, a pintar outra, a tirar uma do cavalete, a encostar outra à parede, e são pesadas, e os braços ficam sem forças e sem querer dou um encontrão com uma no aquecedor que está ali mesmo no meio da sala...
digo..
DESCULPA! DESCULPA! DESCULPA!
digo..
DESCULPA! DESCULPA! DESCULPA!
19/01/2010
à minha avó
foste-te perdendo no tempo da vida.
falham-te as palavras.
e a vontade também.
as memórias, essas, guardaste-as numa gaveta.
naquela mesinha, na sala grande, onde guardas os teus desenhos.
lembraste?
(já não te lembras que pintavas)
dizias que eu tinha saído a ti.
lembraste?
(acho que às vezes já não te lembras de mim)
nem de ti.
nem dele.
apenas sentes que te falta alguma coisa.
mas não te lembras do quê.
falham-te as palavras.
e a vontade também.
as memórias, essas, guardaste-as numa gaveta.
naquela mesinha, na sala grande, onde guardas os teus desenhos.
lembraste?
(já não te lembras que pintavas)
dizias que eu tinha saído a ti.
lembraste?
(acho que às vezes já não te lembras de mim)
nem de ti.
nem dele.
apenas sentes que te falta alguma coisa.
mas não te lembras do quê.
14/01/2010
IMAGINÁRIO DOS DILEMAS OU OS DILEMAS DO IMAGINÁRIO (1)
Nada fará com que a chuva caia e a pedra mude de lugar.
O limite e a força do universo não existem
para ser o que virá depois. Mas depois do quê? Eis este terrível dilema plantado no
tempo em que estamos, que não sentimos, que não vemos ao dobrar da esquina. Corre-nos nas veias o vil metal mercurIano e
escorre saliva entre os dentes, derrama luar nas vidraças das janelas orientadas a
sul.
Negro, encanto de calor na alma sombria de um país distante à curva do pólo Norte. Sopro de vida
na espinha da noite onde se movem os primeiros gestos, as primeiras
sombras desse imaginário cuja memória teima no desejo de apagar.
[texto escrito a duas mãos, numa noite de Março do ano de 2007.
encontrei-o no meio de papéis esquecidos.
e aqui fica para não o esquecer.]
O limite e a força do universo não existem
para ser o que virá depois. Mas depois do quê? Eis este terrível dilema plantado no
tempo em que estamos, que não sentimos, que não vemos ao dobrar da esquina. Corre-nos nas veias o vil metal mercurIano e
escorre saliva entre os dentes, derrama luar nas vidraças das janelas orientadas a
sul.
Negro, encanto de calor na alma sombria de um país distante à curva do pólo Norte. Sopro de vida
na espinha da noite onde se movem os primeiros gestos, as primeiras
sombras desse imaginário cuja memória teima no desejo de apagar.
[texto escrito a duas mãos, numa noite de Março do ano de 2007.
encontrei-o no meio de papéis esquecidos.
e aqui fica para não o esquecer.]
12/01/2010
ao meu avô
é o teu sorriso que ecoa na minha cabeça.
é a tua voz que consigo cheirar.
é a tua mão, a apertar a minha.
é a lágrima que cai.
de saudades de te ter aqui.
é o coração apertado.
a doer.
a corroer.
é a vida.
foi a tua vida.
vivida com força.
com vontade de não morrer.
e é também o teu cheiro.
e os teus olhos.
e o teu jeito.
e tudo o que foste.
e não quero esquecer.
é a tua voz que consigo cheirar.
é a tua mão, a apertar a minha.
é a lágrima que cai.
de saudades de te ter aqui.
é o coração apertado.
a doer.
a corroer.
é a vida.
foi a tua vida.
vivida com força.
com vontade de não morrer.
e é também o teu cheiro.
e os teus olhos.
e o teu jeito.
e tudo o que foste.
e não quero esquecer.
30/12/2008
25/11/2008
09/11/2008
27/10/2008
06/10/2008
Keith Jarrett - Somewhere Over the Rainbow
precisava de ouvir algo assim, hoje, de manhã,
nesta segunda-feira de outubro...
para entrar na semana com o pé direito.
03/10/2008


Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho genica
Que a qualquer um engrandece
Sou de um clube lutador
Que luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva a palma à luz intensa
Do Sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes
[fui à bola!]
22/09/2008
03/09/2008
até para o ano...
a tarde já ia longa.
o sol já não era quente, como há umas semanas.
os dias estavam mais pequenos e era domingo.
dia triste, por si só.
mais triste porque me ia embora.
daquele cantinho escondido no meio das rochas, que nos aquecem nas noites frias de fim de agosto.
a paisagem ia passando depressa, à velocidade do carro.
para trás ficava a aldeia, agora deserta. depois das noites de festa.
a voz da lula pena, que saia do rádio, enchia-me o coração.
as lembranças dos dias e das noites dançavam à minha frente.
e eu sorria um sorriso triste.
porque queria ter ficado ali para sempre.
vivendo da amizade e dos dias felizes.
dos banhos na ribeira e dos bailaricos à noite.
era feliz assim!
21/05/2008
Marina Abramovic
20/05/2008
15/05/2008
Manuel Botelho
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